Crônica do dia (em dia que tem crônica…)


Novas ideias que cairam de paraquedas

Como a ressalva do título do blog faz perceber, não haverá alimentação diária do blog. Não.

Eu escrevo e perco a vontade de publicar. Ou roteirizo perco a vontade de escrever. É só um certo ímpeto por organizar as ideias… Acontece. Tentarei ser frequente de agora em diante.

E por falar em ideias, os tempos são outros e cairam acentos. inclusive o das ideias. Um dos meus desenhos preferidos, o do Pica-pau passa a ser Picapau (nomes próprios não mudam, mas este é tradução baseado no nome de uma espécie…) Será que aquela ave da Antártida será confundida com diminutivo de pingo? Como ficarão os pinguins? E os saguis? E a cidade de Birigui? Por aqui já ouvimos bastante falar em ‘tóchicos’…

Dizem as más línguas que a reforma surgiu depois de fracassadas tentativas de fazer nosso presidente adaptar-se à língua. O que culminou numa adaptação da ortografia ao molusco em questão. O prestígio de nosso presidente está demonstrado agora que as tais regras valem para Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Goa, Timor Leste e Macau… Porém, as más línguas em questão hão de concordar que o presidente não conseguiu (sabe-se lá se tentou) extinguir a flexão em número das palavras, o que mantém o plural.

Pois bem, cá estou eu lendo uns livros comercializados há pouco e cuja tiragem ainda figura em prateleiras de livrarias… Cada vez que eu leio “seqüestro” me dá um sentimento dúbio de saudade ou a sensação de ler um português datado. Muito estranho… Muito estranho… Lembra-me ano passado (ou terá sido retrasado) em que o primeiro gibi da Mônica, de 1970 foi relançado e todo [sic], ou seja, com o português de 1970 com todos aqueles acentos diferenciais, tendo seu mais emblemático caso em “êle”.

Enfim, os tempos são outros, a língua é a mesma e a escrita é outra. Será que aguentaremos? O tempo dirá. Se disser verbalmente, não haverá erro de leitura. Mas como é uma metáfora esse negócio de o tempo dizer, enfim…

Blogged with the Flock Browser


Sobre xadrez e máquinas
Fevereiro 24, 2008, 1:03 am
Arquivado em: Uncategorized | Tags: , ,

Dia desses, morreu Bob Fisher. O Jornal da Globo passa uma ampla reportagem sobre isso. O que nos faz ver claramente a diferença do tele-jornal de massa (JN) e o de enquanto o povo dorme para um longo dia de trabalho…

Mas o texto é sobre xadrez mesmo. Uma das chamadas mencionava que no tempo dele, humanos enfrentavam humanos, e não máquinas. Nesta hora noto que somos de tempos diferentes. Olho para meu computador um software de xadrez está aberto. Talvez seja pela dificuldade de juntar amigo de nível enxadrístico parecido com o meu (existem melhores e piores.) Talvez pela vontade pouco compartilhada, vai ver jogava apenas para me distrair…

Ainda regulo os níveis de dificuldade. O que mais me dá raiva é notar que um determinado nível de dificuldade seja extremamente fácil e o nível logo acima demonstre-se quase impossível. Mas, o que muito me faz ter orgulho próprio é ver que o computador precisou de uma jogada brilhante para me vencer.

Não, não sou bom jogador… Ou o computador o é… Enquanto pensava num final para o texto, resolvi jogar e curiosamente venci.

Enfim, foi-se um gênio… Ficam os computadores e seus desafiantes (nós, mortais…)